Publicado em 18/04/2024

12 tipos de estoque no varejo e na indústria

12 tipos de estoque no varejo e na indústria

Geofusion Hannah Schroer
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tipos de estoque

Estudar os tipos de estoque, tanto no varejo quanto na indústria, é importante para os profissionais da área. Isso porque muitas mudanças vêm acontecendo no mercado, exigindo atualizações operacionais e estratégicas.

Para se ter uma ideia, em nível global, 87% dos gestores de cadeias de abastecimento admitem que precisam investir em resiliência nos próximos dois anos, segundo a Gartner. Além disso, a consultoria detectou que atualmente apenas 15% das companhias estão preparadas para as novas demandas tecnológicas nessa área. 

Vamos nos aprofundar neste tema?

Continue lendo para ver em detalhes:

  • quais são os principais tipos de estoque e como gerenciá-los;
  • quais metodologias são mais recomendadas para o eficiente controle de estoque;
  • quais vantagens as empresas que fazem boa gestão de estoque têm diante das demandas do mercado atual;
  • como o geomarketing tem ajudado as organizações mais bem-sucedidas nesta área;
  • e muito mais!
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Quais os principais tipos de estoque?

Vamos começar com um detalhamento dos 12 principais tipos de estoque e suas aplicabilidades. 

Para isso, veja a tabela a seguir:

Tipos de estoqueDescrição
1. Estoque inativoRefere-se a itens que permanecem no estoque por longos períodos de tempo sem serem vendidos ou utilizados.
2. Estoque mínimoDiz respeito à quantidade mínima de produto que deve ser mantida em estoque para evitar rupturas e garantir a continuidade das operações.
3. Estoque máximoÉ o limite superior de produtos que um negócio pode armazenar, considerando espaço físico e custos de armazenagem.
4. Estoque de antecipação/sazonalEstoque adicional, mantido em preparação para aumentos esperados na demanda devido a sazonalidade ou eventos específicos.
5. Estoque de proteção/isoladorMantido como uma margem de segurança para proteger contra incertezas na oferta ou na demanda.
6. Estoque de segurançaSimilar ao estoque de proteção, é uma quantidade extra de produtos mantida para mitigar o risco de falta de estoque.
7. Estoque de contingênciaEstoque adicional que serve como precaução para situações imprevistas ou emergências.
8. Estoque consignadoEstoque que é mantido no local de venda ou uso, mas ainda é de propriedade do fornecedor até que seja vendido ou utilizado.
9. Estoque de cicloRefere-se ao estoque que é regularmente reabastecido e consumido em ciclos de produção ou vendas.
10. Estoque reguladorEstoque mantido para regular a diferença entre a produção e o consumo, assegurando a operacionalidade do processo.
11. Estoque em trânsitoRefere-se a produtos que foram enviados pelo fornecedor, mas ainda não foram recebidos pelo destinatário.
12. DropshippingModelo no qual o vendedor não mantém produtos em estoque, enviando os pedidos diretamente do fornecedor ao cliente.

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Como saber quais tipos de estoque são ideais para o seu modelo de negócio?

Saber quais tipos de estoque são aplicáveis ao modelo de negócio vai te ajudar a economizar recursos e até aumentar a satisfação do cliente. 

Isso nem sempre é uma tarefa fácil. Contudo, de maneira geral, os passos objetivos para determinar o estoque adequado são esses que detalhamos nos tópicos a seguir.

1. Entenda seu modelo de negócio

No varejo, prioriza-se a disponibilidade de produtos para venda imediata. Na indústria, o foco é manter a continuidade da produção.

Há outras questões a serem avaliadas; e essa avaliação deve ser bem criteriosa e honesta, uma vez que errar na escolha do tipo de estoque pode gerar custos extras e comprometer a saúde financeira da empresa.

2. Avalie a demanda dos produtos

Identifique padrões de compra dos seus clientes.

Por exemplo, produtos com demanda constante podem beneficiar-se de um estoque de ciclo. Por outro lado, itens sazonais exigem um estoque de antecipação.

3. Considere o tempo de reposição

O espaço temporal necessário para reabastecer seu estoque é uma variável que merece muita atenção.

Se o tempo de reposição for longo, um estoque de segurança pode ser necessário para evitar a ruptura.

4. Analise a variabilidade da demanda e da oferta

Se a demanda ou oferta dos seus produtos é incerta, um estoque de proteção vem muito a calhar.

Isso porque ajuda a mitigar os riscos associados a flutuações inesperadas.

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5. Determine o espaço disponível para armazenamento e controle os custos associados

A capacidade de armazenamento pode limitar o tamanho do estoque máximo. Por isso, é importante garantir que o volume de itens armazenados esteja alinhado com o espaço disponível.

É sempre importante ter em mente que estoque demais aumenta custos de armazenagem e pode resultar em obsolescência. Já quando o armazenamento está aquém do ideal, perde-se vendas.

O segredo, portanto, está em calcular o equilíbrio.

6. Acompanhe indicadores de desempenho

Monitore indicadores como taxa de giro de estoque e nível de serviço ao cliente. 

Esses parâmetros de mensuração dão bases seguras para ajustar as estratégias de estoque de maneira eficiente sempre que necessário.

7. Utilize tecnologia de previsão e faça revisões regulares

Ferramentas tecnológicas que ajudam a prever a demanda com mais precisão são indispensáveis. Isso não é diferente em todas as outras áreas do seu negócio, certo?

Quanto mais bem equipado tecnologicamente estiver o time responsável pela gestão de estoque, melhores serão as decisões, inclusive no que diz respeito a projetar cenários futuros.

Na esteira dessa realidade, deve-se sempre ter em perspectiva que o mercado muda. Por isso, seu modelo de estoque também deve evoluir.

Vale a pena revisar periodicamente a estratégia para assegurar que a empresa continua alinhada com as tendências de mercado.

Quais metodologias de controle de estoque tornam a gestão mais estratégica e assertiva?

Quanto aos métodos de controle de estoque que tornam a gestão dessa área estratégica (mensurável, ágil e eficiente), há diversos.

Os principais são esses que você vai ver na tabela a seguir. Confira:

MétodoAplicabilidadeComo utilizarComo mensurar
PEPS (Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair)Os primeiros itens adquiridos são os primeiros a serem vendidos ou utilizados.Ideal para produtos perecíveis ou que têm data de validade, como alimentos e medicamentos. Previne perdas por obsolescência.Implemente um sistema que registre as datas de entrada dos itens e assegure que os itens mais antigos sejam movimentados primeiro.Acompanhe cada lote de produto desde a entrada até a saída, garantindo que a ordem cronológica seja respeitada. O cálculo do custo dos itens vendidos se baseia nos preços mais antigos do estoque.
UEPS (Último a Entrar, Primeiro a Sair)As últimas mercadorias adquiridas são as primeiras a serem vendidas ou utilizadas.Adequado para produtos não perecíveis. É útil em períodos de inflação, pois aumenta o custo dos bens vendidos e reduz os lucros tributáveis.Configure um sistema para monitorar a entrada dos itens e use os mais recentes primeiro. Este método não é permitido em alguns países para fins contábeis.O controle deve ser detalhado para cada lote de produto que entra, usando o custo dos itens mais recentemente adquiridos para calcular o custo dos bens vendidos.
MPM (Média Ponderada Móvel)Cálculo do custo médio de todos os itens em estoque após cada aquisição, ponderando pelo custo e quantidade.Funciona bem para itens onde não é possível ou necessário distinguir entre lotes antigos e novos, como parafusos ou produtos químicos.A cada entrada de estoque, recalcula-se o custo médio ponderado, multiplicando o custo antigo pelo estoque existente e adicionando o custo dos novos itens, dividindo tudo pela quantidade total.Acompanhe continuamente a quantidade e o custo de cada novo lote adicionado ao estoque, recalculando o custo médio após cada aquisição.

Quais as vantagens de uma gestão eficiente de estoque?

Tanto na indústria quanto no varejo, a gestão eficiente de estoques é primordial. Isso porque ela influencia na produção, nos custos de armazenamento, no atendimento de pedidos, entre outras frentes. 

Veja, a seguir, um detalhamento dos principais benefícios da boa gestão, independentemente dos tipos de estoques que sua empresa aplica.

Aumento das vendas, faturamento e receita

As empresas que gerenciam ativa e estrategicamente seus estoques são mais ágeis no atendimento ao cliente. Ademais, têm melhores relações com fornecedores e outros stakeholders da cadeia de suprimentos. 

Tudo isso reverbera positivamente em desempenho comercial, faturamento e rentabilidade. Inclusive no longo prazo, o que as mantêm sustentáveis.

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Maior transparência da informação

A boa gestão de estoques também dá uma visão realista de quando os itens são recebidos, separados, embalados, despachados, montados, fabricados etc.

Com isso, as compras, as ordens de produção e outras frentes de negócio são feitas de maneira bem informada, com dados sempre atualizados e confiáveis.

Prazos de entrega mais curtos

Também a corrida pelo fornecimento do melhor prazo de entrega a clientes, parceiros de negócios, distribuidores e outros é um benefício do bom gerenciamento de estoques.

As atualizações de estoque em tempo real melhoram o fluxo de mercadorias, o que é uma recorrente demanda do mercado atual.

Custos menores

Práticas eficazes de gestão de estoque ajudam na diminuição de baixas de estoque, além de menores custos de manutenção de estoque. 

Isso considerando que manter estoque extra pode ser muito caro — operacionalmente falando, mas também em termos de folha de pagamento, entre outros custos. 

Diminuição nas taxas de rupturas

Também já é consenso que as companhias com boa gestão de estoque reduzem as rupturas.

Isso é fundamental para evitar perda de vendas e manter a satisfação do cliente, garantindo que produtos desejados estejam sempre disponíveis quando necessários.

Aumento da fidelidade do cliente

Por fim, a precisão e a eficiência no controle gerencial de estoques fazem com que clientes, distribuidores e/ou parceiros sintam confiança de fazer negócios com uma empresa.

Eles confiarão no atendimento de suas necessidades, evitando a tentação de mudar de fornecedor por questões relacionadas a preço, por exemplo.

Como o geomarketing auxilia a definir estoque?

Provavelmente, você já sabe que o geomarketing é uma ferramenta poderosa de análise espacial. Ele permite, entre outras coisas, que empresas entendam melhor o comportamento dos consumidores com base em sua localização.

Saiba mais sobre o que é o geomarketing assistindo o vídeo abaixo:

Agora, você já pensou na aplicação de ferramentas e técnicas de geomarketing na gestão de estoques? 

As empresas podem otimizar tanto a disponibilidade quanto a variedade de produtos em diferentes regiões. E isso é fundamental, seja para indústrias ou varejistas, que atuam em diferentes localidades e, logicamente, precisam ter tudo sob controle.

Utilizando dados geográficos, é possível identificar características demográficas e econômicas dos consumidores em uma área específica. Isso inclui renda média, perfil de consumo e preferências locais, que são essenciais para definir o mix de produtos mais adequado para cada local.

Por exemplo, uma área com alta renda média pode ter uma demanda maior por produtos de luxo. Já regiões com menor poder aquisitivo tendem a demandar itens mais básicos e acessíveis.

Saber disso com precisão e confiabilidade faz toda a diferença na hora de planejar e gerir estoques!

Além disso, o geomarketing pode prever a demanda futura por produtos em diferentes áreas, permitindo ajuste nos níveis de estoque com antecedência.

Isso é um grande diferencial competitivo. Pois ajuda a evitar rupturas de gôndola, que podem resultar em perda de vendas e insatisfação do cliente.

Ao analisar as tendências de consumo e os padrões sazonais locais, com auxílio de uma solução de geomarketing, também consegue-se planejar promoções e ofertas especiais que alinham o estoque com a demanda esperada.

Por fim, o geomarketing também auxilia na precificação dinâmica, adaptando os valores dos produtos conforme o mercado local — inclusive considerando o ambiente competitivo em cada área.

Essa estratégia garante que os preços se mantenham atraentes e competitivos, maximizando as vendas e o retorno sobre o investimento em inventário.

Conclusão

A escolha adequada dos tipos de estoque é fundamental tanto para a indústria quanto para o varejo, uma vez que impacta diretamente a eficiência operacional e a satisfação do cliente.

No ambiente industrial, o estoque correto garante a continuidade do processo de produção, minimizando paradas devido à falta de materiais e otimizando o fluxo de trabalho.

Já no varejo, a gestão estratégica de estoque influencia diretamente na disponibilidade de produtos, prevenindo as rupturas de gôndola que podem frustrar consumidores e resultar em perdas de vendas.

Além disso, a escolha inteligente do estoque permite responder com agilidade às flutuações mercadológicas, ajustando ofertas de produtos às demandas sazonais ou emergentes, e assim maximizando seus lucros e competitividade.

Quanto ao sucesso na gestão dos mais variados tipos de estoque, ele depende da aplicação de boas metodologias, bem como do uso tático de tecnologias avançadas.

Quer saber mais sobre como o geomarketing pode auxiliar sua empresa na definição de preços e mix de produtos, além de outras estratégias? Confira no material gratuito abaixo:

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